A colecção Robert Langdon

Aproveitando uma pausa de três dias por motivos de saúde, e o respectivo repouso necessário na cama, revi os filmes baseados nas obras de Dan Brown, e comecei a ver a única série lançada nesse universo.

Coincidência ou não, ao mesmo tempo estou a ler o mais recente romance do escritor, "O Segredo dos Segredos".

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Comecei a trilogia dos filmes seguindo a ordem cronológica dos livros "Anjos e Demónios - 2000", "O Código Da Vinci - 2003" e "Inferno - 2013", que originou um "plot hole" interessante, já que no filme "Anjos e Demónios" referem problemas de Langdon com a Santa Sé, algo que só iria acontecer depois, com o lançamento do livro "O Código Da Vinci" em 2003.

Quanto ao filme de 2006, "The Da Vinci Code", foi realizado por Ron Howard, mais conhecido hoje por ser o pai da actriz Bryce Dallas Howard, mas que realizou filmes como "Apollo 13" ou " A Beautiful Mind" e já venceu 2 Óscares.

Em 2006 não defendi a escolha do demasiado conhecido Tom Hanks para o papel de protagonista, talvez alguém menos conhecido, mais novo e mais atlético para corresponder ao livro, mas confesso que vinte anos depois Hanks envelheceu bem como Robert Langdon. Ao seu lado um elenco de luxo com escolhas acertadas para Sir Ian McKellen, Alfred Molina, Jean Ren e o nosso "Silas" um novos mas promissor Paul Bettany (o "Vison" da Marvel).

Em 2009 é lançado "Angels & Demons", também realizado por Ron Howard, e talvez o meu livro/filme favorito da colecção, já que coloca todos os protagonistas em Roma, o filme é uma autêntico mapa para visitar locais míticos da cidade, e o enredo do livro funciona de forma magistral na tela. Desta vez temos a charmosa Ayelet Zurer ("Daredevil") a fazer de par feminino de Langdon, Ewan McGregor num papel fantástico, Stellan Skarsgard ("Thor") e o veterano Armin Mueller-Dahl ("The Thirteenth Floor"). De referir ainda a  presença do pai do realizador, o actor Rance Howard.

Finalmente em  2016 é estreado "Inferno", do mesmo realizador, mas desta vez com um enredo mais previsível e até um elenco menos capaz, para mim o filme menos conseguido desta colecção. O par feminino desta vez de Langdon é a conhecida Felicity Jones ("Rogue One"), mas penso que não colou bem à personagem. Aqui não existe bem uma entidade maligna por trás dos eventos, mas sim o papel protagonizado por Ben Foster, e o carismático Irrfan Khan ("Jurassic World"). De acrescentar ainda o aparecimento de uma potencial relação romântica de Lagndom, protagonizada por Sidse Babett Knudsen, algo que só voltará a acontecer na série "The Lost Symbol"!

A obra de 2009 "The Lost Symbol" não teve versão para o cinema, e mais tarde foi lançada uma temporada em formato série de TV, em 2021, composta por dez episódios, e com um final aberto. Não me lembro a 100% do livro, mas receio que os argumentistas tiveram bastante liberdade acerca do enredo, de forma a durar um temporada inteira o que poderia ter sido retratado num filme. A série não teve a qualidade dos filmes, desde a escolha do elenco às decisões com o rumo da narrativa. A destacar a prestação do ator Rick Gonzalez ("Coach Carter") e a presença do actor Greg Bryk ("Far Cry 5"). Mais um facto curioso para terminar: finalmente na terceira obra de Brown aparece Katherine Solomon, na série namorada "complicada" de Robert Langdon e cientista de noética, enquanto no livro que estou a ler "O Segredo dos Segredos" Katherine e o seu trabalho parecem estar no centro do enredo, mas ainda não são propriamente um "casal". Vamos aguardar por mais detalhes! 

 

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