Cinema em tranches "The Day the Earth Stood Still" de 2008
Tal como prometido, hoje vou colocar aqui a minha opinião sobre o "remake" do ultimo filme que vi, "The Day the Earth Stood Still" de 1951 realizado por Robert Wise.

Filme de 2008, foi dirigido por Scott Derrickson, um realizador mais voltado para os temas do horror, mas que fez entre outros o "Doctor Strange" de 2016.
Como acontece com muitos "remake", o enredo não cumpre à risca o filme original de 1951, mas sim tenta adaptar-se à realidade actual, e improvisar novas cenas, aproveitando a fantástica capacidade dos efeitos-especiais, algo que não seria possível no século passado. Mas ainda assim existem pormenores muito interessantes de identificar que migraram do filme de Robert Wise, como por exemplo os nomes do alienígena e do robot, a frase proferida por Klaatu "Klaatu barada nikto" mas num contexto diferente, a personagem feminina que ajuda o viajante também é viúva de um militar e vive com uma criança, e a premissa que seres mais avançados serão sempre mais compreendidos por a comunidade cientifica do que pela classe política ou militar. Em ambos os filmes Klaatu consegue ajudar o professor Barnhardt a terminar uma complexa formula matemática.
Se na década de 1950 a grande questão era a Guerra Fria , a corrida ao Espaço e o armamento atómico, no filme de 2008 a grande questão é a destruição do meio ambiente pelo Homem, e o que podemos fazer para parar antes que seja demasiado tarde. Existe um dialogo excelente que resume a moral do filme, entre Klaatu e a representante dos Estados Unidos, onde ela afirma que o planeta é da raça humana, e muito calmamente a personagem de Keannu Reeves responde "Não, não é"! Quanto mais rápido compreendermos este simples diálogo, mais perto estaremos da solução!
Já que falámos no elenco, o bem conhecido Keannu Reeves faz de Klaatu, penso que o filme sai prejudicado por isso mesmo, deveria ser um actor talvez menos reconhecido a fazer de alienígena, Jennifer Connelly é a personagem feminina e consegue estar em bom plano, com um muito jovem Jaden Smith, a veterana Kathy Bates, John Cleese num papel mais sério, e ainda pequenas participações de Jon Hamm ("Mad Men") e Kyle Chandler ("Godzilla: King of the Monsters").
Resumindo, um bom filme de ficção-cientifica, mas que fica aquém do seu predecessor, podia dizer que falta muita coisa, mas acima de tudo falta a alma e a inocência do titulo de 1951, que mais uma vez recomendo a todos! Bons filmes!
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