Foi para isto que fizemos o 25 de Abril?
Sexta-feira feriado, 25 de Abril de 2025, num dia em que a palavra de mote é "liberdade", será que foi para estas tristes cenas que fizeram a Revolução dos Cravos?

Antes de 25 de Abril de 1974 as manifestações eram proibidas para qualquer cidadão. Era o estilo do Estado Novo. As forças policiais e políticas eram musculadas, e não tinham em conta os direitos dos cidadãos. As forças da lei eram respeitadas. Mas quem não respeita sãos as mesmas pessoas que querem recuar no tempo, e voltar ao passado!
Não compreendo quem segue estes partidos de extrema-direita, e nem é por desprezar todos os conceitos alinhados desde a década 30 do século XX. Não consigo entender porque não conseguem ser coerentes com eles próprios.
Sem a revolução de Abril estas pessoas que fizeram esta triste figura nem poderiam estar juntos no Martim Moniz. Seriam presos, interrogados e torturados pela PIDE. Então gritam o nome de Salazar, quando com ele no poder nem poderiam gritar?
Cantam o hino, respeitam os símbolos nacionais e as forças de segurança e militares, mas depois não respeitam os tribunais nem a Policia?
A liberdade é um conceito ambíguo, porque quanto mais tentamos dar liberdade ao cidadão, menos espaço deixámos para a democracia sobreviver. Parece um contra-senso, mas é o que eu vejo nestas imagens dos confrontos de hoje. Portugal precisa de encontrar o equilíbrio entre a liberdade de expressão, e a limitação de forças e ideais que estão proibidos na nossa Constituição. Sem contemplações. Sem medo.
Quando alguns partidos têm nos seus programas eleitorais a expulsão de emigrantes de Portugal, eu iria mais longe. Não há possibilidade de expulsar certos portugueses de Portugal? É que não fazem falta nenhuma! Não respeitam a herança portuguesa!
Feliz 25 de Abril! Para todos!

Boa tarde, José Anjos
ResponderEliminarNão, não foi para isto que os militares do MFA fizeram o 25 de Abril, secundados pelo povo, como mostram as imagens de então.
O que me parece é que os do MFA se esqueceram de arrancar fundo as raízes do mal.
Agora temo-los outra vez a demonizar as nossas vidas.
Zé Onofre