Livros em tranches! Ponto de situação para 2025!
Época das festas, com o Natal, Passagem de Ano e afins foi mais difícil colocar as leituras em dia, e ainda pior, estar no computador e actualizar o blog com o devido ponto de situação!

Tal como indicado no post anterior, tinha iniciado o livro "O caso Rembrandt", livro de Daniel Silva lançado em 2010, editado em 2011 para Portugal.
Gostei do livro, mas confesso que estou a ficar algo "saturado" da escrita do autor. Desta vez um quadro de Rembrandt que todos julgavam perdido esconde um terrível segredo sobre o Holocausto, os prisioneiros de guerra e do destino dado às riquezas dos judeus exterminados. O tema é interessante, mas a mecânica de Daniel Silva é repetida até à exaustão: existe um quadro, querem "anular" alguém perigoso, e "recrutam" uma personagem civil para servir de "toupeira" e recolher provas contra os salafrários.
De seguida comecei a ler "Retrato de uma Espia", livro lançado em 2011, onde voltámos ao tema do terrorismo internacional. Existe um novo braço da Al-Qaeda que está a criar ataques terroristas nunca vistos nas principais cidades ocidentais. Mais uma vez Gabriel Allon está no olho do furação, e precisam de seguir o rasto do dinheiro para descobrir o cabecilha e eliminar a célula terrorista. Como irão fazer isso? Claro, com a venda de um quadro! Apesar de o estilo ser o habitual em Daniel Silva, até gostei do livro, mostra as fragilidades da CIA e os bastidores políticos de Washington. Daria um bom filme.
Finalmente, para mudar um pouco, li o clássico "O Espião que saiu do frio", livro original "The Spy Who Came in from the Cold" do saudoso mestre John Le Carré.
Gostei, totalmente diferente de Daniel Silva, um ritmo muito mais lento, com mais suspense, pouco discurso directo, muito método descritivo, mas que força o leitor a praticamente viver o enredo. Consegue captar de uma forma genial todo aquela tensão e desconfiança no pós-2ª Guerra Mundial, com a divisão de Berlim e a contra-espionagem entre o bloco ocidental e o bloco soviético.
Nunca vi o filme de 1965, com o carismático Richard Burton, que acabou por ser nomeado para um Óscar para Melhor Actor (que não venceu). Fica aqui a promessa de ver um dia, e depois de contar aqui tudo!
Já que falámos de promessas, gostaria também um dia de ler os livros de John Le Carré que antecederam este, o "Call for the Dead" de 1961 (Chamada para a Morte) e "A Murder of Quality" de 1962 (Um Crime Quase Perfeito).
Mas não será já, decidi mudar um pouco os autores dos últimos meses, e começar a trilogia "Millennium", "Os Homens que Odeiam as Mulheres" de Stieg Larsson. Para já estou a gostar, muito "maciço", nunca vi os filmes, e espero um dia também conseguir ver para poder comparar com os livros.
Até lá, boas leituras!
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