Odisseia Universo Marvel " Guardians of the Galaxy" 1 e 2
Curiosamente ambos os "Guardians of the Galaxy" estão reunidos cronologicamente, ou seja, os eventos foram passados de forma consecutiva, o que "obrigou" a rever os filmes sequencialmente. Portanto, uma "overdose" de James Gunn!

Gunn, um argumentista que mais tarde passou à realização, sempre com um sentido de humor apurado, praticamente não tinha experiência antes desde dois filmes, e posteriormente também foi ele o responsável pelo ultimo "The Suicide Squad" e a aclamada série "Peacemaker". Em 2017 já tinha analisado "Guardians of the Galaxy Vol. 2" , e infelizmente os filmes não melhoraram com a idade. Assim, mais do que avaliar os títulos, tentei descrever as curiosidades de ambos os filmes, e a sua relevância para a continuidade da saga "Marvel".
Filme de 2014 "Guardians of the Galaxy": começamos logo com a personagem da mãe moribunda de Peter Quill, a mesma actriz já tinha aparecido num breve cameo no "Captain América: The First Avenger"; um esqueleto similar ao de Beta Ray Bill onde Quill encontra o orbe (gostaria de saber mais sobre aquele planeta Morag e civilização); a mascara protectora que Star-Lord usa no espaço é da mesma tecnologia Kree de "Captain Marvel", e (na minha opinião) do capacete que Deke Shaw usou (ver imagem abaixo) na temporada cinco de "Agents of SHIELD"; as referências aos anos 80 como o nome da nave "Milano" do ícone Alyssa Milano; os autocolantes da série "ALF" (ver imagem abaixo); cameo de Stan Lee em Nova Prime; finalmente a presença de Thanos e a introdução às "Infinity Stones", base da trama para todos filmes MCU; o planeta criado dentro de um Celestial, um ser misterioso, que poderá estar ligado a Ego; a menção ao filme "Footloose" e a Kevin Bacon; o cofre do The Collector, com o cão soviético "Cosmo", um "Dark Elf", e o Howard The Duck que volta a reaparecer na cena pós-créditos; o "easter-egg" de 12% do plano que Quill organizou, e os mesmos 12% de mérito que Tony Stark reconheceu a Pepper Potts em "The Avengers".
Filme de 2017: as cores do Mustang de Ego são as que Quill vai usar na nave "Milano"; Baby Groot é fantástico, protegido por todos como um filho e desconfio que lançou as bases para o sucesso com Baby Yoda; Ayesha e a desconfiança sobre o pai de Star Lord;os "High Evolutionary" como potenciais criadores do Rocket; a tecnologia de portal hexagonal para viajar no espaço que a MCU irá manter nos restantes filmes; mais um cameo de Howard The Duck; David Hasselhoff que aparece brevemente, e o seu papel na série de culto nos anos 80 "Knight Rider"; supostamente no cemitério da prole de Ego podem ser encontrados alguns esqueletos interessantes, como o de um Gungan ("StarWars"), o de um Stitch, e o de um Chitauri; voltámos a ver a raça de Kronan "Thor: Dark World"; desta vez o cameo de Stan Lee é com os The Watchers, nas BD tugas e brasileiras era o Vigia; mais uma referência a um clássico da Disney, desta vez "Mary Poppins"; depois do mítico "Walkman" da Sony, desta vez foi um "Zune" de 2006, mais um leitor de musica; finalmente nas cenas pós-créditos é desvendado o véu sobre o poderoso Adam Warlock (que ainda não foi aproveitado); e o crescimento do adolescente Groot.
Resumindo, são dois filmes que se complementam, o primeiro mais focado na amizade, e o segundo nos laços familiares, sempre com a musica como pano de fundo. Os "Guardians of the Galaxy" são os heróis improváveis, são os desajustados que só funcionam em conjunto. Misturem tudo, adicionem muita loucura e sentido de humor de James Gunn, referências aos anos 80 e umas "Infinity Stones", e mexer até sair algo dali. Em termos de continuidade são filmes importantes, porque apresentam Thanos e as suas Pedras do Infinito, mas podem perfeitamente funcionar isoladamente, de uma forma mais divertida e leve que outros filmes de super-heróis.
A próxima etapa já foi iniciada, com a primeira temporada da série "Daredevil", são treze episódios, no final venho cá deixar as minhas impressões! Para já estou a gostar!


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