A crise no Benfica - parte 1
Na próxima quinta-feira o Benfica precisa de "sacudir" a crise para onde caiu após duas derrotas estrondosas contra os principais rivais. Vou dividir esta análise em duas partes, sendo a primeira as soluções possíveis para vencer já o próximo jogo.

Com Jorge Jesus no banco, mas com a ausência de três habituais titulares da convocatória, JJ não precisa de inventar a roda. Basta planear o próximo jogo face à equipa do Porto, e não tentar vencer só por si. Adaptar é a palavra chave aqui, e mais que colocar o Benfica a jogar melhor, num espaço de 3 dias, o mais importante é estudar bem o adversário e montar um estratagema para bloquear o Porto, e depois partir para a vitória.
Tendo este jogo em vista (a restante época analisarei na segunda parte deste post) Jesus tem agora duas hipóteses: Mudar a táctica, ou manter e alterar só algumas peças indisponíveis (ou em pior forma).
Entretanto, hoje saíram várias noticias que colocam em causa a continuidade de Jesus no banco, e um crescente mal-estar entre alguns jogadores e o treinador. Logo esta análise poderá não surtir efeito com outro treinador, que terá outras escolhas.
- Mudar a táctica: Para tentar vencer o jogo ou não perder, sugeria a alteração para um modelo inspirado no 4-4-2 losango. Por um lado reforça a presença no meio-campo de mais jogadores, o Benfica não tem um 6 puro, e João Mário sempre rendeu mais no Sporting e na Selecção como médio-interior. Paulo Bernardo seria um 8 mais rotativo e com capacidade de passe. Acrescentado que praticamente não temos extremos puros no plantel, este seria o meu 11:

- Manter a táctica: O Benfica jogaria novamente com um esquema de 3-5-2, apenas substituindo os jogadores indisponíveis ou em pior forma. Aqui eu apostaria em Ferro em vez de André Almeida, embora não acredite que tal aconteça com JJ no banco, e em Gil Dias em vez de Lázaro. Gil é muito mais ofensivo e obrigaria a Otávio a fechar mais o lado direito da defesa e não ajudar tanto Vitinha no centro. Seferovic poderia ser uma arma a lançar, embora não acredite muito e deverá jogar Everton Cebolinha.

Esta é a minha opinião sobre o plano A e B que o treinador do Benfica deveria ter em mente para tentar não perder frente ao Porto, o próximo jogo é sempre o mais importante. Mais que isso, actualmente as equipas podem efectuar até cinco substituições por jogo, logo ambos os planos podem ser utilizados no decorrer do jogo. Finalmente, vamos esperar para ver quem irá liderar a equipa no dia 30 no Dragão.
Quanto aos motivos para esta "crise" no plantel Luz, irei deixar para a segunda parte deste post.
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