O balanço do mercado de Verão dos três grandes
O mercado de transferências terminou no passado dia 06 de Outubro, não tive oportunidade/tempo de escrever sobre os reforços, não vou agora enumerar todos os reforços, alguns já os tinha comentado nos links dos clubes abaixo mas irei tentar apresentar uma espécie de balanço do fecho de mercado!

Vamos começar por o Futebol Clube do Porto, campeão nacional. Durante muitas semanas elogiei a capacidade dos portistas em proteger a sua estrutura base, só tinham perdido Fábio Silva e alguns suplentes como Soares, Zé Luís e Aboubakar, Mas após a inesperada derrota no Dragão face ao Marítimo, algo mudou na estratégia. De uma assentada saem Alex Telles e Danilo Pereira, dois titulares, e dois jogadores importantes nas jogadas de bola parada. Recentemente descobri que desde a época passa até agora, 39% dos golos azuis e brancos eram resultantes de bola parada...e que desses golos, 89% passaram por Alex Telles, a passar ou a marcar. Ainda mais interessante, descobri que Soares e Danilo foram os que beneficiaram mais dos cruzamentos de Telles, e como ambos saíram da equipa, algo terá de mudar para os lados de Sérgio Conceição.
Quanto às entradas, os imigrantes da "Premier League" parecem ter qualidade (Malang Sarr, Felipe Anderson e Marko Grujic) mas o facto de não terem cláusula de opção, e as não-renovações de atletas como Sérgio Oliveira, Otávio e Marega podem fragilizar muito a construção do plantel para a época 2021/2022.

O Sport Lisboa Benfica na minha opinião teve um sabor agridoce neste mercado. Atacou mais cedo, gastou mais, mas penso que não planeou bem a construção do plantel. Começou a contratar do meio-campo para a frente, não "fechou" a questão do lateral-direito nem do médio-defensivo, e perdeu o seu melhor defesa central (Rúben Dias). Jorge Jesus tem muitas soluções e um plantel extenso, mas tem poucos jogadores para o seu 4-4-2, não tem uma alternativa segura a Grimaldo, terá de confiar mais uma vez em André Almeida para o lado direito, e não tem o tal "trinco" desde os tempos de Matic/Fejsa. Muito dinheiro para gastar, mas na minha opinião com pouco acerto.
Todibo chegou por empréstimo mas com opção de compra por 18 milhões, é um central rápido e forte mas pouco experiente, poderá ser o quinto central na hierarquia, mas pessoalmente tenho uma leve esperança que JJ o possa adaptar a médio-defensivo ou mesmo lateral-direito. Não seria o primeiro.

Finalmente, o Sporting Clube de Portugal! Talvez a equipa que esteve melhor/mais equilibrada durante o mercado todo. Curiosamente, seria a equipa com mais debilidades financeiras, quem diz que é preciso gastar muito para contratar bem? Cometeu alguns erros de crescimento, como foram as dispensas antecipadas de Acuna e Palhinha, e a novela "Paulinho", que foi uma espécie de "Cavani" tuga, em que os sportinguistas nunca desistiram mas que nunca pensaram num plano B para a posição de avançado. Faltam avançados a esta equipa leonina.
Destaco as boas contratações de Pote, Nuno Santos, Tabata e o do craque João Mário. Se Rúben Amorim tivesse desistido de Paulinho mais cedo, e conseguisse fechar Taremi, o Sporting poderia ter um onze muito forte para atacar o campeonato! E sem Liga Europa, não sei não...

Resumindo, este mercado de Verão viu um Futebol Clube do Porto a vender as "jóias" e a pedir "emprestado", atacou bem o mercado interno mas que serão sempre incógnitas a jogar num grande clube. Viu um Benfica com tiques de "novo rico", contratou rápido e caro, mas só para o ataque, deixando a nu algumas lacunas que já tinha na época passada, na minha opinião fruto um mau planeamento. E finalmente o Sporting, que não tinha dinheiro nem para pagar o treinador, atacou muito bem o mercado interno e ainda foi buscar o João Mário emprestado.
(imagens jornal "Record")
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