A festa da Taça

O Futebol Clube do Porto venceu a Taça de Portugal frente ao Benfica por 2-1, no jogo que marcou o fim da malfadada época 2019/2020! 


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Numa final muito mal jogada, com um relvado perto do péssimo, as equipas lutaram mais com o coração do que com classe pela conquista do troféu. E clubites à parte, os portistas tiveram mais garra, mais querer, mais coragem para vencer. Cada vez mais os lances de bola parada são muito importantes no futebol moderno, e esta equipa de Sérgio Conceição está perita em ganhar faltas perto da área e capitalizar com os seus defesas.


Tacticamente não existiram grandes surpresas...o Porto no seu 4-2-3-1 como Uribe e Danilo mais recuados, e depois o tridente Corona-Diaz-Otávio soltos a tentar sempre o 1x1. No Benfica a aposta foi na dupla Seferevic-Chiquinho, sem duvida a dupla mais trabalhadora do Benfica defensivamente, mas mais uma vez sem golo. Cervi no lado esquerdo, Pizzi no lado direito, com Weigl e Gabriel no meio-campo.


Legenda da imagem abaixo: Jogo sem balizas


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Pontos-chave do jogo: 



  • A expulsão de Diaz por acumulação de amarelos...se o primeiro amarelo poderia ter sido evitado pelo arbitro ASD, já o segundo não deixa duvidas, sendo que o VAR até poderia ter pedido o vermelho directo.

  • O meio-campo do Benfica: Nem Bruno Lage nem Veríssimo perceberam em tempo útil que este meio-campo precisa de um trinco, um jogador posicional à frente dos centrais, para recuperar bolas e compensar os laterais. Vamos ver se Jorge Jesus irá abdicar de um trinco puro. Gabriel não recuperava terreno quando perdia a bola, e Weigl não tem esse perfil.

  • A fragilidade de Nuno Tavares: gosto do miúdo, acho que tem potencial atlético para ser um bom lateral, mas não seria nesta época. Foi sempre o elo mais fraco/explorado, e tem de decidir melhor quando ataca, quando defende ou quando efectua os cruzamentos.

  • O falhanço de Vlachodimos no primeiro golo do Porto...mudou completamente o jogo, e colocou os jogadores do Benfica a jogar sobre brasas...mais um caso para Jorge Jesus analisar, que saudades vai ter de Oblak, que era um rei a sair dos postes!

  • A expulsão de Sérgio Conceição: desde o apito inicial que o banco do Porto e a claque na bancada (não percebi porque estavam tantos membros do staff do Porto a apoiar, então não era um jogo sem publico?!) criticaram e insultaram os árbitros, a expulsão "injusta" de Conceição ainda veio a catalisar mais esse sentimento de "injustiça", e ajudou a equipa a correr mais quilómetros com apenas dez jogadores.

  • Os lances de bola parada: Três golos, dois resultantes de livres, e um saído de uma grande penalidade. Cada vez mais é preciso atacar e defender bem estes lances, aqui o Futebol Clube do Porto deu 10 a zero esta época.

  • A bola ao poste de Jota: inexplicavelmente (ou não) o Futebol Clube do Porto desceu linhas e deu espaço ao Benfica para atacar, já com Vinicius e Dyego Souza em campo. Se tivesse sido golo, talvez o resultado final fosse outro.

  • Num mau jogo de futebol, quero destacar aqui o péssimo jogo do Benfica...talvez a pior exibição num jogo oficial pós-Rui Vitória...mesmo considerando a bola de Jota ao poste e o possível empate, este Benfica não merecia vencer a Taça.


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Fora das quatro linhas, não gostei da atitude dos atletas/equipa técnica/adeptos do Porto...como benfiquista nascido e criado na cidade do Porto, não consigo compreender esta permanente vitimização dos adeptos, mesmo num jogo sem história, com apenas seis remates à baliza, muito mal jogado de parte a parte, e ler comentários como "Vergonha", "Escândalo" ou "Roubalheira"! Esta atitude acompanhou todo o jogo em Coimbra, desde os atletas em campo, no banco ou na bancada "deserta" do estádio.


O Futebol Clube do Porto é um dos três grandes clubes portugueses, a cidade do Porto é melhor cidade de Portugal, já estamos a viver em 2020, não posso compactuar com mentalidades tacanhas sobre teorias da conspiração, centralismos, "padres", "polvos", "roubos" e afins! O Porto basicamente é "prejudicado" em todos os jogos, "tem de jogar o dobro para ganhar", "joga contra 14", e outras alarvidades que li durante o jogo. Como se o Futebol Clube do Porto fosse uma aldeia gaulesa rodeada por guarnições de soldados romanos, que lutam "contra tudo e contra todos" e como por efeitos mágicos, conseguem sempre vender o inimigo. Este discurso poderá ter resultado na década de 80, no pós-25 de Abril, mas agora cheira a mofo, a provincianismo barroco e a complexo de inferioridade. O Porto venceu esta época porque foi melhor, foi mais forte, e não esteve a lutar conta "moinhos de vento" imaginários...está tudo dentro da vossa cabeça.


(imagens "A Bola" e "Google")

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