Livros em tranches "Imortal" e "O filho de mil homens"

Estes estavam esquecidos...acabei de os ler antes do projecto "As areias do Imperador", mas por falta de tempo não os coloquei no blog...


 


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"Imortal" é o romance mais recente de José Rodrigues dos Santos (JRS)...tenho todos os livros de JRS, mas já não consigo ficar entusiasmado com o lançamento dele...neste momento está a passar uma fase de "copy/paste", onde usa e abusa do mesmo formato de escrita, das faculdades do nosso herói "tuga" Tomás Noronha, e de um exagerado debitar de informação entre raras sequências de acção.


 


O capa do livro poderia enganar, e levar o leitor para uma conspiração com temas renascentistas, ou sobre o Leonardo da Vinci, mas não poderia estar mais longe da verdade...JRS partiu para o tema da inteligência artificial, para os computadores e internet, algo já tentado por Dan Brown com a obra "A Origem", mas também sem grande sucesso. Assim, "Imortal" descreve de forma bastante extensa os actuais avanços da inteligência artificial, a internet total, o perigo das redes sociais e a invasão de privacidade, e como o ser humano irá viver nos próximos 100 anos, com a medicina e cibernitização do nosso corpo. Ao mesmo tempo, Tomás Noronha está a lutar contra uma personagem virtual que pretende dominar o planeta. Sem códigos, sem mistérios, sem puzzles para resolver...passámos de um Indiana Jones "tuga" para um "tuga" James Bond...sinceramente não gostei da mudança. Não recomendo.


 


"O filho de mil homens" é um livro encantador, de Valter Hugo Mãe, que avança de forma calma e tranquila através de capítulos que parecem não estar relacionados, algo vagos, mas que no final são todos complementares. 


 


É um livro cru, duro, onde o autor não tenta "dourar" o cenário, que tanto escreve sobre esperança como solidão, que pode descrever um momento feliz com o nascimento de um filho, para a seguir relatar uma morte num casamente. A um determinado momento está a falar de tolerância e bondade, mas a seguir está a criar personagens racistas e xenófobas. Mas principalmente  o livro "O filho de mil homens" é um livro sobre família, sobre as relações pessoais e sobre a esperança que o Homem tem sempre sobre si e sobre a sua vida.


 


Não é um livro de fácil leitura, por vezes é algo injusto e magoa, mas que adorei ler e que recomendo a todos!!! Não vou descrever o enredo, porque perderia a piada ao leitor, apenas posso sugerir que vale muito a pena!!!

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