Livros em tranches "O Pêndulo de Foucault" de Umberto Eco

Um livro lançado em 1988, que comprei em 2010 depois de ler "O cemitério de Praga", também do escritor italiano Umberto Eco, mas que só agora tive coragem de terminar, após uma breve tentativa falhada nove anos antes.


 


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Alerto que não é uma leitura fácil, Eco é um autor bibliográfico, especialista em filosofia e semiótica, e apaixonado pela época medieval e pelos seus autores...não existe uma forma de explicar a complexidade do livro, o ideal é mesmo começar a ler, e não desistir após os primeiros dois capítulos, pela minha experiência, o resultado final compensa aquela sensação em crescendo que estamos completamente perdidos e carregados com informação inútil. 


 


Não é um policial, mas pincela alguns crimes e acções policiais...não é um romance histórico, mas refere muito (muito mesmo) informações e bibliografia passada. Não é um livro sobre relações humanas, mas esse tema está sempre presente.


 


O enredo conta a história de três personagens, jovens colegas numa editora que tentam desvendar um segredo milenar, mas que ao mesmo tempo é um jogo e uma brincadeira entre os três. Mas e se o jogo fosse real? Se um dia alguém arriscar passar este livro para a tela do cinema, acredito que será um filme fantástico, com mistério, aventura e romance histórico (algo melhor que o "O código Da Vinci") ,mas será sempre muito curto em relação à profundidade e à complexidade do livro.


 


Umberto Eco numa entrevista recente (infelizmente o autor já faleceu) indica que o seu livro é uma espécie de "Anti Código Da Vinci", porque brinca com o esoterismo e as teorias da conspiração , mas como forma de caracterizar a estupidez humana...acreditamos porque somos estúpidos...já Dan Brown é a antítese, porque escreve para os leitores acreditarem. Existe uma citação no romance que é fantástica, e que espelha bem a opinião do autor "...desde que os homens deixaram de acreditar em Deus, não é que já não acreditem em nada, acreditam é em tudo...".


 


Resumindo, um livro e um autor que recomendo vivamente, mas de grau de dificuldade elevado, ainda vou tentar obter na biblioteca o "Nome da Rosa" e outras obras de Umberto Eco. 


 

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