Cinema em tranches " Die Hard" saga
Por coincidência, ao fazer "zapping", tropecei num dos filmes da saga "Die Hard", uma das mais consistentes marcas de Hollywood, e agora que foi anunciada a produção do sexto filme da série, meti mãos à obra, e em pequenas tranches, comecei a rever todos os filmes!!

Estamos em 1988...ok, não existem milagres, este filme épico realizado por John McTiernan (um dos meus preferidos, desde "Predator", "Hunt for the Red October" ou "Basic") está carregadinho de marcas do tempo, desde o exagerado uso de cigarros, o vernáculo, a nudez gratuita, e aquele efeito especial tão em voga na década de 80, onde as balas nunca acabavam, e as marcas publicitavam os seus produtos sem qualquer tentativa de disfarce.
Tudo o resto no filme é ouro..Bruce Willis é John McClane, é um papel que acaba por servir como uma luva, e ainda com cabelo, vai lutar contra um dos melhores vilões de sempre, o malogrado Alan Rickman, que é fantástico no papel de Hans Gruber. O restante elenco acaba por ser mais fraquinho, mas o filme ainda consegue arrancar sorrisos pela sua intensidade, pelas sequências de acção, é um filme de culto, tantas vezes tentado imitar, mas sem grande sucesso, embora podemos comparar a filmes mais recentes como "Skyscraper", "Olympus Has Fallen" ou "Under Siege".
Resumindo, "Die Hard" ou "Assalto ao Arranha Céus" ainda um grande filme de acção, que recomendo dentro do género, e que se esquecermos os sinais do tempo, não fica atrás dos actuais "blockbusters"!
1990...o filme que actualmente estou a terminar..."Die Hard 2" ou "Assalto ao Aeroporto" como ficou conhecido em Portugal...realizado por Renny Harlin, que ficou conhecido por "Cliffhanger" ou "Mindhunters", volta a pegar na temática e sucesso do seu antecessor, mesma época natalícia (mas não é o "Sozinho em Casa") mas agora num aeroporto. Duma forma brilhante, acaba por ser uma sequela sem aquela conotação depreciativa das continuações (existem as famosas regras do Scream 2"...o filme vale por si só, a escolha do aeroporto como "alvo" sob ataque é excelente, mais uma vez McClane tenta avisar as autoridades para o que se está a passar mas não é ouvido, existem várias escolhas acertadas para o elenco secundários, como Franco Nero ("Jonh Wick 2"), Wiliam Sadler ("Iron Man 3"), o veterano John Amos ("Coming to America") e as futuras estrelas Robert Patrick ("Terminator 2" e "X-Files") e John Leguizamo ("Romeo and Juliet" e "Moulin Rouge"), e claro, todo o carisma de Willis.
Resumindo, um bom filme, em nada inferior ao original de 1988, muito bem dirigido e com um elenco superior, apenas faltou um vilão com mais carisma, como aconteceu com o Alan Rickman.
1995..."Die Hard 3"...with a vengeance...John McTiernan volta a realizar o terceiro episódio, mas desta vez McClane não está preso num arranha-céus ou num aeroporto...mas numa cidade inteira. É um filme bem conseguido, que mistura com mestria o género "heist" e a acção, com um elenco de luxo (um vilão q.b. representado pelo grande Jeremy Irons e um ajudante mais participativo e com sentido de humor como Samuel L. Jackson) mas que "abre" o conceito da saga, de espaços fechados, para conspirações de nível nacional ou mundial, seguidas depois no quarto e quinto episódio. É um mix de "Oceans Eleven" com "Commando".
Um bom filme de acção, mas por estranho que pareça, apesar de ter o melhor elenco de todos os filmes "Die Hard", e o mesmo realizador do original, é o filme que menos vezes vi da saga, e o que deixa menos saudades. Algo a reter para o lançamento de "McClane".
2007...versão 4.0 de "Die Hard"...quase 20 anos depois de "Assalto ao Arranha Céus", e com um Bruce Willis já sem cabelo, foi lançado este "Live Free or Die Hard"...desde 1988 que o tenente McClane é envolvido em situações difíceis de resolver, este quarto filme aproveita o tema da vulnerabilidade informática e dos "hackers" (que recentemente verifiquei em filmes como "Hackers", "Takedown" ou "Antitrust") para colocar praticamente uma cidade sob resgate. Como sempre, tudo fira à volta de uma questão de dinheiro.
Realizado por Len Wiseman, conhecido pela saga "Underworld" e pelo "remake" de "Total Recall" e numa tentativa de revitalizar a saga, é aproveitada a filha do herói, Lucy, que aparece brevemente no filme original, de 1988, ao lado do seu irmão John (que será também reciclado no filme seguinte). Destaco aqui também o papel do vilão, Timothy Olyphan ("Hitman"), que cumpre com mestria a sua missão, e a sensual Maggie Q (conhecida pela saga "Divergent").
Resumindo, este filme foi uma surpresa pela positiva, é um dos filmes da saga mais desvalorizado, mas penso que poderá ser superior ao seu sucessor, por exemplo. Vale a pena ver, e por coincidência, foi o "zapping" de "Live Free or Die Hard" que originou este post.
Finalmente 2013...filme de John Moore ("Flight of the Phoenix" e "Behind Enemy Lines"), John McClane é arrastado para uma crise internacional de espionagem em plena Rússia, com cada vez menos cabelo e ao lado do seu filho Jack, operacional da CIA. Talvez o filme com melhores efeitos-especiais da saga, mais orçamento, mas com menos ADN de "Die Hard". A precisar de um novo rumo, por um lado abre a porta à reforma de Bruce Willis, com a entrada de Jai Courtney ("Divergent", "Suicide Squad"), mas por outro transforma o filme num novo "James Bond", com muita acção, mas poucas referencias aos filmes anteriores. Destaco ainda a presença da bela Yulia Snigir, como uma das caras bonitas deste filme de espionagem.
Talvez o filme mais fraco desta saga, acho que foi perdido o elemento diferenciador no terceiro e o quarto filme, agora com o nova peça em produção "McClane", espero que seja possível recuperar o traço original, deverá ser realizado por Len Wiseman, e contará com um McClane novo e um actual (representado por Bruce Willis).
"Yippee ki-yay" MF!!!
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