Cinema em tranches "Hackers"

 1995...tinha 20 anos quando estreou este "Hackers", de Ian Softley...23 anos depois, como terá envelhecido este filme de culto?


 


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"Corria o ano de 1994. Mês de Abril. “A Lista de Schindler” tinha acabado de ganhar o Óscar de melhor filme. Nos Estados Unidos, os telespectadores já se andavam a rir com “Seinfeld”, mas em Portugal as televisões privadas ainda davam os primeiros passos. Eram tão recentes que o “Big Show SIC” ainda não tinha sido inventado. Paralelamente, no país que ainda não conhecia o Macaco Adriano, um grupo de académicos já andava a mexer na Internet, à revelia dos restantes milhões de portugueses.


A partir de Abril de 1994, as coisas começam a mudar: num seminário intitulado "Portugal na Internet", em Lisboa, foi mostrada ao público e aos jornalistas, pela primeira vez, a Internet em funcionamento. A partir desse dia, cada um de nós ficou um bocadinho mais perto do mundo que conhecemos hoje."


 


Quando vi este filme pela 1ª vez, parecia ficção-cientifica...a minha experiência com a internet aconteceu na faculdade, num PC onde basicamente só colocávamos os endereços que conhecíamos...versão 1.0, sem Google, sem motores de busca...todo o mundo dos "hackers" parecia irreal, parecia futurista...mais tarde chegaram os "dial-up" domésticos, os modens 54 kpbs que faziam aquele ruído estranho, e as contas telefónicas enormes da PT.


 


O enredo acaba por ser simplista...um "hacker" famoso tenta com o seu grupo de amigos derrotar um poderoso "hacker" que tenciona lançar um viris perigoso...aqui e ali o filme cruza com o típico mote de temas adolescentes, como a nova escola, o "bulling" e os encontros amorosos, mas depois acaba por cumprir dentro da temática "hacker", mas sempre de uma forma despreocupada, "cool" e irreverente. Hack the World!


 


Acho que Ian Softley, um realizador mais conhecido pela sua incursão nos vídeos musicais do que pelos seus filmes, nunca imaginou que estava a dirigir um filme de culto...para tal contou com uma excelente escolha de elenco (Angelina Jolie está super-misteriosa, Jonny Lee Miller (do brilhante Trainspotting), e o marado Matthew Lillard (de 13 Ghosts e Scooby-Doo). Já o actor que representa o vilão, Fisher Stevens, não foi suficientemente carismático para marcar a sua carreira. Destaco ainda o papel secundário do cantor Marc Anthony (em 1995 passou despercebido). Para além do elenco, ainda contou com uma banda-sonora de sonho (com Prodigy e Underworld), e várias temáticas da época, como os jogos de computador, o aparecimento dos portáteis e os patins em linha. Criou ainda uma dinâmica para futuros lançamentos de filmes sobre "hackers", como "Takedown" e "Antitrust", mas que não estão relacionados entre si (embora são conhecidos como "Hackers 2" e Hackers 3").


 


Resumindo, um filme que recomendo, para mim o melhor dentro da temática dos "hackers", que são descritos como pessoas curiosas e não criminosos...ao contrário de outros títulos, já acusa a idade, os momentos CGI são muito maus, mas que vale sempre a pena rever.


 



 


 


 

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