O "peso" dos emprestados no futebol moderno

A época 2017/ 2018 está a ser pautada pela importância em rentabilizar a totalidade de plantel, e a necessidade de engordar/emagrecer(e não estou a falar do Walter/Taarabt) a equipa conforme o grau de exigência das competições que estão a disputar. Baseado no site www.goalpoint.pt , vou tentar "separar o trigo do joio" nos excedentários do futebol nacional, neste caso dos 3 grandes.


 


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O Futebol Clube do Porto abriu uma "caixa de Pandora" no que diz respeito à recuperação de emprestados. Impedido de atacar o mercado por restrições financeiras, optou por apostar em alguns jogadores que não contaram para os treinadores anteriores, como Ricardo Pereira, Aboubakar, Marega e Diego Reyes. Todos eles excelentes opções para o 11 inicial, mas será que ainda existem "diamantes por lapidar" nos cofres dos dragões?


 


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Analisando esta lista, podemos reparar que Gonçalo Paciência, a fazer a sua melhor época de sempre, já foi "recuperado" por Sérgio Conceição, é um avançado mais fixo, mas com qualidade de passe. Deverá fazer sombra a Soares no banco, e depois a Aboubakar. E tem a vantagem de ser formado no clube. O médio João Carlos Teixeira, emprestado ao Braga, começou bem a época, mas tem vindo a perder espaço no emblema arsenalista. Se poderia ser uma melhor opção que o recém-contratado Paulinho, ao Portimonense? E o colombiano Juan Quintero? Melhor opção que o ganês Abdul Waris? Penso que sim, mas parece que Quintero tem a porta de entrada do Dragão fechada. E já agora, porquê pedir emprestado Osório, ao Tondela, quando poderia chamar Willy Boly


O Futebol Clube do Porto abriu a caixa, mas ainda não está a fazer "render" este filão como poderia...sei que existem cláusulas e por vezes o próprio jogador pode recusar a vinda, mas ainda existe aqui muito jogador para rentabilizar.


 


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Tal como o FCP, em tempos o SCP não teve dinheiro para contratar, e apostou tudo em Paulo Bento e nos seus miúdos (Rui Patrício, Miguel Veloso, João Moutinho, Cedric, Adrien, William Carvalho, entre outros. Criou um paradigma de aposta na formação, depois copiado por Benfica e Porto, mas cada vez mais esquecido. O Sporting Clube de Portugal tem o seu maior contingente de emprestados oriundos da sua Academia. Sem espaço no plantel de Jorge Jesus, os jovens leões tentam impor o seu futebol nas equipas mais pequenas. Com eles, militam algumas contratações falhadas, e alguns jovens estrangeiros que tardam em explodir. 


 


O meu destaque aqui vai para Francisco Geraldes, emprestado ao Rio Ave. Ainda hoje o vi a jogar contra o Benfica, e tem muita qualidade. É uma espécie de João Moutinho, mas mais vertical e com passe de golo. Sem duvida, a recuperar. Matheus Pereira é o próximo a dar o salto...a brilhar no Chaves, desconfio que será bem melhor que o contratado Misic. E finalmente Carlos Mané, um dos emprestados que na minha opinião, terá mais condições para ficar na equipa durante a próxima época.


 


No caso do Sporting, penso que o filão poderá estar nos jovens talentos oriundos da Academia, que aproveitam para ganhar experiência e tentar a sua sorte na próxima época. De resto, vejo muitas contratações falhadas, e muitos jogadores que poderão sair do clube a médio prazo.


 


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O Benfica conta com muitos emprestados nos seus quadros, isto é facilmente explicado pela mudança de paradigma nas suas contratações. Tenta fechar acordos com jogadores em final de contrato, tenta abordar o mercado nacional, e ainda aposta na valorização da formação do Seixal. Isto implica muitos jogadores para colocar, e algumas "peças" falhadas que são colocados a rodar para serem vendidos.


 


Talisca é um caso estranho, porque chegou ao Benfica e conseguiu vencer, marcar golos e encantar os sócios. Depois, perdeu espaço, foi emprestado e cortou relações com o clube que detém o seu passe, chegando a tecer comentários que poderão ter fechado a sua chamada. Na minha opinião, é um bom jogador, mas será para vender, e com bom lucro. Taarabt é o caso oposto...nunca mostrou nada, não deixou saudades, e apesar de estar a fazer uma boa época em Itália, o seu destino será a venda definitiva. Sem hipótese de voltar, portanto. Nas mesmas situações estão Carrillo e Cristante...ambos os jogadores têm mercado e cláusulas de compra. Se tudo correr pela normalidade, não voltarão ao Benfica.


Quem poderia voltar é mesmo André Horta, emprestado ao Braga. Pode jogar a 8 ou a 10, foi dispensado por Rui Vitória porque não cabia num 4-4-2, mas num 4-3-3, será um elemento fulcral no próximo plantel. E com ele voltará Yuri Ribeiro, emprestado ao Rio Ave, acredito que este jovem será um dos donos da lateral esquerda, até porque Grimaldo e Eliseu estarão de saída em Junho. Ainda temos os casos do lateral Buta, e do médio João Teixeira, mas estes têm menos hipóteses de voltar.


 


Resumindo, o Benfica tem um misto de jogadores experientes, jovens que não têm a qualidade esperada, e alguns que ainda não se percebeu o que poderá sair dali. O grande desafio dos benfiquistas, para além de rentabilizar jogadores como Horta e Ribeiro,é conseguir colocar e vender os excedentes que militam por Portugal e pela Europa fora.


 


 


 


 


 

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