O mercado nos 3 grandes...faltam 54 dias! Porto...
O Futebol Clube do Porto arrancou esta pré-temporada com um novo projecto, um novo treinador e grandes aspirações ao titulo nacional. Mas será que tem "mercado" para tantas ambições?
O FCP ainda está "limitado" pela regra do "fair play" financeiro, mas aplicando uma boa gestão de aproveitamento dos emprestados/dispensado, ainda pode conseguir uns feitos interessantes. Assim, vamos considerar o regresso dos melhores "emprestados" (que têm potencial para ficar na equipa) como entradas para o Porto.
Entradas (Porto):
- Oliver Torres: médio centro, 22 anos, espanhol, já estava no plantel do FCP, por empréstimo, mas é obrigatório considerar este talentoso jogador como a grande contratação de 2017. Custou 20 milhões de euros, e veio do Atlético de Madrid.
- Ricardo Pereira: defesa/médio direito, 23 anos, talvez o melhor "reforço" do FCP até agora, tem mercado em França e pode ser vendido por 9 milhões de euros, mas pode ficar no plantel de Sérgio Conceição, e lutar por um lugar no 11 com Maxi ou Corona. Excelente jogador, espero que fique no nosso campeonato.
- Diego Reyes: central, 24 anos, mexicano, tem mercado em Espanha, após uma boa época no Espanhol de Barcelona, talvez dos melhores centrais sub-25 que jogam na Europa, com a saída de Boly, pode ganhar espaço na equipa principal. Ainda não renovou, e só tem contrato até 2018. Está avaliado em 6 milhões de euros.
- Vincent Aboubakar, avançado, 25 anos, camaronês, depois de Ricardo, o melhor "retornado" do clube, pode fazer uma dupla temível no ataque com Soares, é rápido, tem técnica, remata bem e sabe jogar de cabeça. Tem mercado na Europa, mas o Porto não iria ganhar muito dinheiro com a sua venda. Está avaliado em 10 milhões de euros.
- Marega: avançado, 26 anos, malinês. ganhou nova vida no Vitória de Guimarães, jogando a avançado e em contra-ataque,marcando 14 golos, poderá merecer uma oportunidade na equipa de Conceição, mas sempre como suplente. Está avaliado em 4 milhões de euros.
- Hernani: médio direito, 25 anos, está avaliado em 3,5 milhões de euros, e depois de uma época positiva no Vitória, pode "ganhar" um lugar no plantel de Conceição. Opção válida para o lado direito do ataque.
Saídas(Porto):
- André Silva: avançado, 21 anos, foi vendido ao AC Milão por 38 milhões de euros, um excelente negócio para o FCP, que perde um avançado muito móvel e combativo, mas consegue um valor muito importante. Para já ainda não foi contratado nenhum jogador para a sua posição, mas quanto aos valores em causa, nada a dizer, proposta irrecusável.
- Ruben Néves: médio, 20 anos, talvez a pior movimentação de mercado dos portistas, não está em causa o valor do Rúben, ou mesmo o valor da transferência, mas sim o simbolismo do jogador, era um jogador à Porto, um jogador que chorou no banco quando não entrou a jogar, e que "sacrificou" o seu futuro para jogar na 2.ª divisão inglesa, só para ajudar o seu clube. Uma espécie de Rui Costa moderno, que aceitou ir para a Fiorentina quando tinha uma proposta do Barcelona, só porque o clube italiano pagava mais aos encarnados. Espero que tenha sucesso, ele merece, e que jogue mais avançado no terreno, continuo a dizer que o Rúben é um 8 moderno, não um trinco. Vendido por 18 milhões de euros ao Wolves, não era um titular absoluto, Sérgio Oliveira poderá ser o seu sucessor.
- Laurent Depoitre: avançado, 28 anos, belga, depois de André Silva, a melhor venda do Porto, quem consegue vender um jogador como Depoitre por 4 milhões de euros ao Huddersfield merece tudo na vida. Não vai deixar saudades.
- Andres Fernandez: guarda-redes, 30 anos, espanhol, um dos sobreviventes do reinado espanhol no Porto, não o conheço muito bem, só por isso e porque praticamente não jogou no FCP, os 2 milhões de euros pagos pelo Villarreal sabem a pato!
- Igor Lichnovsky: central, 24 anos, chileno, tal como Reyes, um dos centrais mais promissores da altura, não tenho opinião formada de o ver jogar, mas tendo em conta a idade e a pouca utilização, os 2 milhões de euros que os mexicanos do Necaxa pagaram por ele foram bem recebidos nos cofres do Dragão.
Resumindo, esta época o Futebol Clube do Porto é o desafio ideal para os amantes do Football Manager. Sem dinheiro nem autorização para o gastar, Sérgio Conceição tem de separar o trigo do joio, vendendo o que não interessa, e recuperando o que estava "perdido". Alguns jogadores nem mencionei porque já saíram a custo zero, e pérolas como Quintero ou Josué já têm guia de marcha para novos empréstimos. Bruno Martins Indi está falado para ficar no Stoke City por 15 milhões de euros, mas como ainda não é oficial, ainda não considerei como uma saída.
Acredito que só depois desta "triagem" é que o FCP vai atacar o mercado, veremos quanto saúde financeira terá, e se ainda existirão bons jogadores no mercado.
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