Onde estava no dia 12 de Junho de 2000?
Decidi escrever este post após rever o resumo do jogo do Euro 2000 entre Portugal e Inglaterra, e de ler a crónica do Nuno Madureira, no MF. Este momento também foi mencionado no programa da TVI24 "Mais Futebol", no dia 16/06/2017. E valeu a pena!!
Em 2000 tinha 25 anos. Estava a terminar o meu percurso académico e já era trabalhador-estudante. Mas lembro-me que combinei ir ver o jogo com uns amigos para um café perto das Antas. Como era habitual na altura, cheguei 20 minutos atrasados, e a Inglaterra já vencia por 2-0.
David Beckham espalhou o caos na defesa portuguesa, e com 2 passes bem medidos, assistiu Scholes e Mcnamanam para os golos. Mas Portugal não desistiu, e com um golo de raiva de Luís Figo, aos 22 minutos, voltámos ao jogo!
No meio-campo, o meu jogador de futebol preferido de sempre: Manuel Rui Costa. Na sequência de uma jogada fantástica, que começa em Vítor Baía, e termina em João Pinto, Portugal empata o jogo com uma assistência de Rui Costa e uma cabeçada fantástica de João Pinto. Chegámos ao intervalo empatados!
Na 2.ª parte, mais uma vez o numero 10 nacional consegue "descobrir" Nuno Gomes dentro da área, e este ultimo remata com raiva, conseguindo dar a volta ao resultado, e alcançar uma vitória em que ninguém apostaria.
Esta selecção inglesa não era tosca, tinha uma base muito forte com jogadores do Manchester United, centrais do Arsenal e avançados como Shearer e Owen. No banco ainda tinham jogadores como Gerrard ou Fowler.
Portugal tinha um esquema de 4-2-3-1, com 2 médios defensivos, Vidigal e Paulo Bento, um construtor de jogo como Rui Costa, um desequilibrador como Figo sobre direita, João Pinto como avançado móvel, e Nuno Gomes a finalizar (Pauleta estava lesionado). Nas laterais, o mal-amado Abel Xavier, o prático Dimas, e 2 centrais de grande categoria, Fernando Couto e Jorge Costa.
No banco existia muita qualidade, alguma já no ocaso das suas carreiras, como Paulo Sousa, Pedro Espinha, e Secretário, e novos talentos que estavam a despontar, e que fizeram história na Selecção, como Sérgio Conceição, Rui Jorge, Costinha ou Capucho.
Ainda hoje penso que esta geração foi realmente a "geração de ouro". Ao analisar os jogadores com mais internacionalizações e mais golos ao serviço de Portugal, podemos verificar que Cristiano Ronaldo é o melhor de sempre, depois aparecem os mais experientes desta geração, como Fernando Couto, Figo e Rui Costa, e os mais velhos como Eusébio, Nené ou Jordão.
Da equipa que venceu o Europeu de 2016, apenas Nani aparece no top 10 dos mais internacionais e mais goleadores. Na minha opinião, neste momento somos campeões europeus e temos o melhor jogador do Mundo, porque ele cresceu no seio da "geração de ouro", desde 2004. E com essa experiência, conseguiu liderar uma equipa composta por jogadores inferiores aos de 2000, e ganhar o campeonato. Sem a "geração de ouro" penso que não existiria o campeão europeu de 2016.
O fim desta geração de ouro todos já conhecemos...depois do Euro 2000, e daquele penalty que nenhum português conseguiu assumir, aconteceu o desastre do Mundial 2002, a limpeza que FPF efectuou, a desilusão do Euro 2004 e retirada em massa deste jogadores. Luís Figo; Nuno Gomes, Quim e Costinha ainda marcaram presença no Mundial de 2006, mas só Nuno Gomes jogou no Euro 2008.
Para os amantes da modalidade e desta Selecção, fica aqui o link do trabalho de Nuno Madureira:
http://www.maisfutebol.iol.pt/anatomia-de-um-golo-joao-pinto-portugal-inglaterra-euro-2000
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