Tap em saldos
Acabámos de saber que o Conselho de Ministros aprovou hoje mesmo a venda definitiva da TAP. Como cliente preferencial desta companhia aérea, tenho muita pena por esta venda anunciada, é uma parte do País que é vendida nos saldos, depois da Cimpor, Lisnave, CTT, PT, estaleiros de Viana, e afins. Embora compreenda que uma gestão privada normalmente traz benefícios em termos de rentabilidade e investimento, acho que esta venda da TAP foi uma trapalhada.
A compra da Varig(manutenção do Brasil) foi ruinosa, o que prejudicou o estado actual da TAP, da sua rentabilidade como transportadora aérea, é uma empresa que dá lucro, mas tem de pagar centenas de milhões de euros/ano para pagar o prejuízo da Varig.
Em suma, um Governo que está em gestão acelera um negocio ruinoso, e ainda antes do parecer da União Europeia sobre a legalidade do consorcio que comprou a TAP (porque o capital não pode ser maioritário de um País fora da UE), e antes da decisão do Presidente da Republica.
Solução: Como tudo na vida, no meio é que está a virtude. Uma divisão dos prejuízos e do investimento, entre o Estado e um financiador privado, seria a melhor solução. Talvez com despedimentos, talvez com diminuição de rotas, mas ao menos a TAP ficaria garantida. E quanto mais depressa o "elefante branco" da Varig fosse despachado, melhor!
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