Não tenho tempo...
Eu juro que tentei, mas não consegui ver na totalidade a gravação do programa Prolongamento, na TVI 24, com o convidado Bruno de Carvalho, presidente do SCP. Gostaria de estar melhor informado, mas não vou gastar minutos preciosos a visualizar conversas de café acaloradas, quando consigo observar tantas, a toda a hora, e se calhar com mais conteúdo e elevação.
Ponto prévio: sou benfiquista, mas não gosto do Pedro Guerra, logo por aqui há um empate.
Respeito bastante o Sporting e os adeptos sportinguistas, apoio muitas medidas de austeridade que este Presidente lançou nos últimos 2 anos, acertou em muitas decisões, mas de um tempo para cá, tem divagado muito na sua estratégia financeira, desportiva e de comunicação, mas isso são situações para os sportinguistas analisarem.
Quanto ao debate que vi (cerca de 50 minutos), o Bruno de Carvalho tentou desde o inicio dominar o debate/entrevista/conversa, fugindo a questões problemáticas como Carrillo e Doyen, e atacando o Pedro Guerra (só teve o que merece) e o Benfica (a tal politica de comunicação) sempre que podia.
Depois, informou todos os presentes e telespectadores (esta parte não vi, mas li ou contaram-me) que o Benfica oferece brindes, prendas e guloseimas aos árbitros que vão apitar na Luz...e talvez tenha sido a unica coisa de jeito que o BdC tenha dito em 2 horas e meia de programa, porque foi o que ficou e que ainda hoje os jornais falam e comentam.
Já li que o Benfica pode descer de divisão, sair da Europa, acabar com o Euro ou fechar o Canal do Panamá à custa destas ofertas camufladas.
Acho importante a Direcção do Benfica e a própria Federação/Liga normalizar estes brindes...tal como na questão dos empréstimos, mais uma vez, não foi o Benfica que começou, mas é sempre o Benfica que fica com a batata quente...décadas em que clubes emprestavam dezenas de jogadores que nunca podiam jogar com a equipa-mãe (por variadíssimas lesões), mas só emitiram uma lei quando o Benfica colocou os seus jogadores no Belenenses.
Assim,acho importante alguém normalizar já estes brindes, que parecem ser generalizados na Liga, e serem tornados publicou e colocados no relatório de jogo. Assim não existe suspeição para ninguém, e é mais mais difícil lançarem cortinas de fumo.
"Segundo Bruno de Carvalho, o Benfica oferece aos árbitros dos jogos na Luz e no Seixal um ‘pack premium’, que inclui uma camisola e uma caixa com a história de Eusébio (no valor de 59,90 euros ou 53,91, para os sócios, tal como consta no site oficial da loja do clube), e um voucher para quatro jantares. Fonte da Luz confirma as prendas mas garante que os vouchers são duplos."
Não sei quanto valem os vouchers, mas penso que o limite que a FIFA impõe para brindes foi respeitado. “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. Neste caso, acho que o Benfica tem de agir e já, com um comunicado ou uma carta à Federação, porque não basta ser honesto.
Outras questões que eu gostaria de ver esclarecidas pela Direcção do Benfica (ou pelo Bruno de Carvalho, já que ele fala mais do Benfica que o João Gabriel):
- Quando é que esta campanha de ofertas começou? Sim, porque se começou à muito tempo, não tem dado muito resultado ,tendo em conta os últimos 30 anos de conquistas nacionais.
- Todos os árbitros recebem a camisola do Eusébio? Se o arbitro já tiver outra, pode trocar? Os tamanhos são os mesmos? Se o Benfica for roubado, o arbitro tem de devolver a camisola?
- A camisola é de Inverno ou Verão? Não estou a imaginar em 1995 o Carlos Calheiros a sair do avião da Cosmos com a camisola do Eusébio vestida, parece muito quente para o clima do Brasil.
- Se o arbitro quiser, pode abdicar por uma transferência bancária na Madeira? Pode ser no NIB dele ou tem de ser no fiscal de linha?
Isto ainda vai fazer correr muita tinta, mas como benfiquista, espero que o meu clube explique as ofertas, e tente regularizar a situação mais rápido possível. Porque somos melhores do que isto.
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